Coração Tristinho
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Akins Kinte
-
(as vezes assim também)
Se bate: um surdo seco
Se triste: sem choro
Se toca: um samba atravessado
se grita: uma cuíca só
se enreda: sem rima
se batuca: sem cadencia
se adereços: falta
se samba: sem harmonia
se poesia: sem verso
se porta-bandeira: sem estandarte
se sorriso: um tão sem graça
se fantasia: um pierrô
se carnaval de rua:
essa chanchada no coração
Cafuris lança musica nova
Será lançado dia 17 - 05 (quinta-feira) no programa
Live Sessions na http://radiosessionsbrasil.com/ que vai ao ar a partir das 21:00 hrs
com apresentação do Raphão Alaafin e na sequencia estará disponível parar dowload
em http://soundcloud.com/q-i-alforria !
O Levante foi mil graus
Andrio Candido e Akins Kintê
ontem foi bem legal, colar com os irmãos e irmãs do Marginaliaria, eu devia essa visita ao meu parceiro Andrio, e colei pra somar na humildade sem maldade, lançando o livro InCorPoros-Nuances de Libido. tava um pessoal bacana, meu amigo Fabio Boca e um parceiro mais que especial Ronald meu irmão, me protegendo nessas nossas caminhadas
agradecido mesmo pelo convite e recepção dos parceiros e parceiras, logo menso to ai com vocês somando nas ideias, as fotografias são da Isabella Santo. Um salve aos grupo: D Quintal, DI Mandê, dj Elvis, Batalha da Leste, coletivo marginaliaria é nois
Akins Kintê
O LEVANTE
Amanhã a partir das 15hrs vai rolar O Levante, a edição que acontece mensalmente. Os parceiros do Marginaliaria vai trazer varios companheiros e companheiras da arte se tiver de boa cola lá, estaremos lá somando, lançando na humildade sem maldade o livro InCorPoros Nuances de Libido é nois
segue um poeminha
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segue um poeminha
UMA OUTRA SOCIEDADE
O pretinho
O
que colhia de-orgasmo
O que
plantava de-desejo
O que lia
de-querência
O que
brigava por- beijo
Comungava
De
praxe
Dispensou o capital
Deu:
Dedo
Língua
Pés
Pernas
Bunda
E não só o Pau
A pretinha
Não acumulava bens
E o que obtinha de tesão
Dividia
E no instrumento de produção
Do camarada
Repartia o lucro/gozo
Desmanchando
A mais-valia
Ela
suando por uma
Relação igualitária
Pegando em
armas
Ele
Socializava
Enquanto comia
Alimentava
Na Humildade sem Maldade
O escritor e jornalista deu uma papo legal sobre o livro Incorporos-Nuances de Libido, e o Não Vou Mais Lavar Os Pratos bem legal que puder da uma olhadinha ai.... é nois
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Conta pela Cota, Rotulo pela Rota, Um a menos na facu, Mais Uma Vitima Morta
o
cabelo por ser belo
ela
fere ele ferra
a
gente trata
tipo
Fera
zera
desmata
descarta
e destrata
o
crespo na sincera
os
policiais querem guerra
prende
e mata
sempre
voraz
por
ser belo o belo vai pondo
em
minha cachola
os
tiro e atola
os
crime hediondo
supondo
desbravar
guerrilhas
e quilombos
orgulho
negro é calombo
insulta
o pais,
ai
contamos os tombos
as
estatísticas diz
conta
pela cota,
Rotulo
pela rota
Um
a menos na facu
Mais
uma vitima morta
duro
é genocídio na birosca
Tombamos
feito mosca
Não
o crespo de mulher negra
Que
ao natural sem regra
meu
coração se enrosca
FIM DE SEMANA
Tenho uma vontade monstrona de musicar esses dois escritos, meu parceiro Fanti Mano Humilde, pediu para trampar com seus alunos, e o mano Keshada, pediu também fico mol feliz, escrevi esses poemas quando a gente fazia as gravações para o documentário Várzea a Bola Rolada na Beira do Coração, o que mais gosto é a estrutura do texto com algumas figuras de linguagem respeitadamente as três parte do poema todo é do mesmo tanto de verso, bem quero ainda musicar tenho a idéia na mente logo menos conseguiremos concluir esse trampo, por enquanto lê ai na humildade é nois
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Fim
de semana é fim
E tu
muito gosta
No
campo tu gasta
O
que arruma o que aposta
Parte
do teu coração
Pro
futebol uma parte
Pro
teu samba a outra
Eu
fico com a arte
De
não tomar parte pouca
Você
beirada de campo
Rodeia
na obrigação
Eu a
beirada triste
Rodeio
o teu coração
Tu
abusa rapaz
Porque
a porta não barro
Minha
tristeza eu barro
Meu
tênis sujo de barro
Teu
semblante de paz
Faz
eu abrir o barraco
Coberto
de solidão
O
teu olhar de perdão
O
meu maior ponto fraco
Nas
calor do meu peito
Tu
te aconchegas e afunda
Se
rola e se deita
Daqui
a pouco é segunda
Isso pra mim é o fim
Essa tua vida insana
Pra mim só resta o fim
O fim do fim de semana
Cada
samba um toque
Meu
coração sente
O
tamborim que é teu peito
E a
cuíca presente
O
dia vai tu não vens
Olha
pra tu o que tens?
Um
poema no bolso
Camisa
do Inajar
Seus
únicos e bons bens
Tardes
vans sem você
É o
que mais me açoita
Nos
campinhos de barro
Tu
te confortas e amoita
Tu
abusa rapaz
Nas
beiradas de campo
O
coração teu eu campo
Tua
melhora eu campo
É o
que me satisfaz
Ai
eu abro o barraco
Quando
da rua se cansa
O
seu olhar de criança
O
meu maior ponto fraco
Nas
ilhas tristes dos olhos
O
teu olhar me inunda
Você
tranqüilo nada
Daqui
a pouco é segunda
Isso pra mim é o fim
Essa tua vida insana
Pra mim só resta o fim
O fim do fim de semana
Se
não trouxesse a paz
Se
seu sorriso fosse
Amargo
como tua vida
Não
como teu beijo doce
Dava
o fim no teu jogo
Nas
coisas boas que finto
Nos
gols bonitos que mete
No
campo bom da tua mente
Sinceramente
não minto
Nossa
vida enrolada
Já
passou de paixão
E
nossa bola rolada
Nas
beiras do coração
Tu
abusa rapaz
E
tua roupa ainda passo
Neurose
joga. Passo
Embriagado
seu passo
Teu
sorriso voraz
Faz
eu abrir o barraco
Florescendo
amargura
O
teu olhar de ternura
O
meu maior ponto fraco
Adentra
meu coração
Com
tua pele imunda
Eu
lavo com doces lagrimas
Daqui
a pouco é segunda
Isso pra mim é o fim
Essa tua vida insana
Pra mim só resta o fim
O fim do fim de semana
Fim
de semana o começo
Desando
e não meço
Saio
e não peço
É
erro? Não reconheço
Me
divido pra tu
Pro
futebol, pagode
E a
labuta não nego
Delicio
no acorde
E no
teu aconchego
Nas
beiradas de campo
Rodeio
como abrigação
A
responsa de trampo
É
ruim e obrigação
Só
abuso mulher
No
amor que tu portas
Nunca
me tranquem as portas
Olha
como se portas?
Tu
és minha preta de fé
Vai
me tranca o barraco
Que deposito
amor
Porque
meu eu sonhador
Passeou
com um cavaco
Vou descansa
o esqueleto
Á
fabrica ta de ronda
Segunda
é dia de preto
E
daqui a pouco é segunda
A semana é o fim
O trabalho me esgana
Pra mim só resta o fim
O fim de semana
O
coração traz verso
De
meus sambas que é Práxis
Meu
olhar submerso
Ta
entendendo Karl Marx
Rapidão
o dia sai
A
noite vem o sol cai
Meu
bem tu és meu bem
O Inajar
também
E um
samba que se esvai
No
trampo bato o cartão
E a
maquina não afoita
Festival
no campão
Do
sol nascer e pernoita
Só
abuso mulher
No
fogo de nossa chama
É
amor que isso chama
E o
campinho me chama
Eu
vou pra ver qual que é
Vai
me tranca o barraco
Porque
na divinéia
Vi
corre a bola véia
E
voltei só o caco
Tenho
responsa e não falho
Só
tirei minha onda
Segunda
já tem trabalho
E
daqui a pouco é segunda
A semana é o fim
O trabalho me esgana
Pra mim só resta o fim
O fim de semana
Você
minha dama soma
Eu
me fiz de capacho
A
crueldade me toma
Escravo
de um mundo macho
Se
findares meu jogo
No
grito de uma treta
Um
gol sai pela culatra
Vou
com as cachaças de litro
E
vou tocando de letra
De
jogada em jogada
Certeza
faz a canção
Que
nossa bola é rolada
Nas
beiras do coração
Só
abuso mulher
Vendo
rolar essas bolas
Pros
tititi num de bolas
No
Adarrum que tu bolas
Que
acho. meu axé
Vai me
trancar o barraco
Que
a poesia fez casa
Te
amo mô. Depois da várzea
E
com verdade que me taco
Quer
chorar que banhe
Assanhe
analise e sonda
Segunda
é dia sem sonho
E
daqui a pouco é segunda
A semana é o fim
O trabalho me esgana
Pra mim só resta o fim
O fim de semana
O Poeta
- Akins Kinte
- Akins Kintê operário da vida diária, nos momentos vagos delicia, briga e enamora as palavras.
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