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Dama
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Akins Kinte
-
Por que o
olhar triste?
Parecem que
eles cantam.
Por que que
em mim resiste?
Parecem que
eles plantam.
Por que
assim insiste?
Parecem que
eles soltam.
Choros tão
tristes.
E põe paz. Meus
olhos brotam
Por que, que
me encantam?
Por que, que
não desiste?
Por que, que
deste tanto?
Observa meu
olhar triste
Porque a
tristeza em riste.
Com bocado
de espanto.
Por que esse
olhar triste?
Me parece um
olhar santo.
Um riso sai
a quanto?
De teus
olhos, ouviste.
Porque seu
olhar infanto.
Salva o meu
olhar triste.
Só porque
meu olhar é triste.
Nunca que
por ai contem.
Não é de
pedir alpiste.
E teus olhos
que me tontem.
E tu visitas,
entretanto
Com um olhar
que não existe
Olhar bonito
e cheio de pranto
Sorridente e
triste
E teu olhar,
no entanto.
O meu olhar
não viste.
São olhos de
recanto.
Que mora meu
olhar triste.
Teu olhar
não é de ontem.
Pela magoa, sentiste.
Teus olhos
que me voltem.
E por que
assim tão triste?
FIM DE SEMANA
Tenho uma vontade monstrona de musicar esses dois escritos, meu parceiro Fanti Mano Humilde, pediu para trampar com seus alunos, e o mano Keshada, pediu também fico mol feliz, escrevi esses poemas quando a gente fazia as gravações para o documentário Várzea a Bola Rolada na Beira do Coração, o que mais gosto é a estrutura do texto com algumas figuras de linguagem respeitadamente as três parte do poema todo é do mesmo tanto de verso, bem quero ainda musicar tenho a idéia na mente logo menos conseguiremos concluir esse trampo, por enquanto lê ai na humildade é nois
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Fim
de semana é fim
E tu
muito gosta
No
campo tu gasta
O
que arruma o que aposta
Parte
do teu coração
Pro
futebol uma parte
Pro
teu samba a outra
Eu
fico com a arte
De
não tomar parte pouca
Você
beirada de campo
Rodeia
na obrigação
Eu a
beirada triste
Rodeio
o teu coração
Tu
abusa rapaz
Porque
a porta não barro
Minha
tristeza eu barro
Meu
tênis sujo de barro
Teu
semblante de paz
Faz
eu abrir o barraco
Coberto
de solidão
O
teu olhar de perdão
O
meu maior ponto fraco
Nas
calor do meu peito
Tu
te aconchegas e afunda
Se
rola e se deita
Daqui
a pouco é segunda
Isso pra mim é o fim
Essa tua vida insana
Pra mim só resta o fim
O fim do fim de semana
Cada
samba um toque
Meu
coração sente
O
tamborim que é teu peito
E a
cuíca presente
O
dia vai tu não vens
Olha
pra tu o que tens?
Um
poema no bolso
Camisa
do Inajar
Seus
únicos e bons bens
Tardes
vans sem você
É o
que mais me açoita
Nos
campinhos de barro
Tu
te confortas e amoita
Tu
abusa rapaz
Nas
beiradas de campo
O
coração teu eu campo
Tua
melhora eu campo
É o
que me satisfaz
Ai
eu abro o barraco
Quando
da rua se cansa
O
seu olhar de criança
O
meu maior ponto fraco
Nas
ilhas tristes dos olhos
O
teu olhar me inunda
Você
tranqüilo nada
Daqui
a pouco é segunda
Isso pra mim é o fim
Essa tua vida insana
Pra mim só resta o fim
O fim do fim de semana
Se
não trouxesse a paz
Se
seu sorriso fosse
Amargo
como tua vida
Não
como teu beijo doce
Dava
o fim no teu jogo
Nas
coisas boas que finto
Nos
gols bonitos que mete
No
campo bom da tua mente
Sinceramente
não minto
Nossa
vida enrolada
Já
passou de paixão
E
nossa bola rolada
Nas
beiras do coração
Tu
abusa rapaz
E
tua roupa ainda passo
Neurose
joga. Passo
Embriagado
seu passo
Teu
sorriso voraz
Faz
eu abrir o barraco
Florescendo
amargura
O
teu olhar de ternura
O
meu maior ponto fraco
Adentra
meu coração
Com
tua pele imunda
Eu
lavo com doces lagrimas
Daqui
a pouco é segunda
Isso pra mim é o fim
Essa tua vida insana
Pra mim só resta o fim
O fim do fim de semana
Fim
de semana o começo
Desando
e não meço
Saio
e não peço
É
erro? Não reconheço
Me
divido pra tu
Pro
futebol, pagode
E a
labuta não nego
Delicio
no acorde
E no
teu aconchego
Nas
beiradas de campo
Rodeio
como abrigação
A
responsa de trampo
É
ruim e obrigação
Só
abuso mulher
No
amor que tu portas
Nunca
me tranquem as portas
Olha
como se portas?
Tu
és minha preta de fé
Vai
me tranca o barraco
Que deposito
amor
Porque
meu eu sonhador
Passeou
com um cavaco
Vou descansa
o esqueleto
Á
fabrica ta de ronda
Segunda
é dia de preto
E
daqui a pouco é segunda
A semana é o fim
O trabalho me esgana
Pra mim só resta o fim
O fim de semana
O
coração traz verso
De
meus sambas que é Práxis
Meu
olhar submerso
Ta
entendendo Karl Marx
Rapidão
o dia sai
A
noite vem o sol cai
Meu
bem tu és meu bem
O Inajar
também
E um
samba que se esvai
No
trampo bato o cartão
E a
maquina não afoita
Festival
no campão
Do
sol nascer e pernoita
Só
abuso mulher
No
fogo de nossa chama
É
amor que isso chama
E o
campinho me chama
Eu
vou pra ver qual que é
Vai
me tranca o barraco
Porque
na divinéia
Vi
corre a bola véia
E
voltei só o caco
Tenho
responsa e não falho
Só
tirei minha onda
Segunda
já tem trabalho
E
daqui a pouco é segunda
A semana é o fim
O trabalho me esgana
Pra mim só resta o fim
O fim de semana
Você
minha dama soma
Eu
me fiz de capacho
A
crueldade me toma
Escravo
de um mundo macho
Se
findares meu jogo
No
grito de uma treta
Um
gol sai pela culatra
Vou
com as cachaças de litro
E
vou tocando de letra
De
jogada em jogada
Certeza
faz a canção
Que
nossa bola é rolada
Nas
beiras do coração
Só
abuso mulher
Vendo
rolar essas bolas
Pros
tititi num de bolas
No
Adarrum que tu bolas
Que
acho. meu axé
Vai me
trancar o barraco
Que
a poesia fez casa
Te
amo mô. Depois da várzea
E
com verdade que me taco
Quer
chorar que banhe
Assanhe
analise e sonda
Segunda
é dia sem sonho
E
daqui a pouco é segunda
A semana é o fim
O trabalho me esgana
Pra mim só resta o fim
O fim de semana
Religioso Marroquino Autoriza Masturbação de Mulheres Solteiras
Um célebre teólogo islamita marroquino autorizou as mulheres solteiras que se masturbem usando "cenouras ou garrafas" para evitar que mantenham relações sexuais proibidas fora do casamento.
"O uso de uma cenoura ou uma garrafa está autorizada pelos ulemás (teólogos) e a sharia (lei muçulmana)", confirmou à AFP Abdelbari Zemzemi, um teólogo cujas fatwas (opinião jurídica de um teólogo) geralmente provocam polêmica na imprensa.
No entanto, esta autorização "diz respeito a casos excepcionais: mulheres solteiras que não querem manter relações sexuais sem se casar e têm dificuldade de controlar sua libido", declarou Zemzemi, ex-deputado e presidente de uma associação religiosa de Casablanca.
Zemzemi considera normal que suas declarações possam causar polêmica "porque a sexualidade é um tema tabu no Marrocos". No entanto, a "sharia evoca esses temas íntimos com muita liberdade e o objetivo é evitar as relações sexuais fora do matrimônio".
A masturbação é proibida pelo Islã, mas tolerada por algumas das escolas. Essas escolas preveem que, se uma pessoa está dominada pelo desejo, não consegue controlar seus instintos e teme cair em Zina (pecado), pode recorrer à masturbação para acalmar-se, seguindo o princípio de que "entre dois males, é melhor escolher o menor".
Toque Íntimo
Para meu homem
Quando minha mão errante
Percorre meus cantos
Em meu caminho instigante
Incendiando meus prantos
Indo fundo, sempre avante
Um sonho me assanha
Ao bulir minha entranha
E quando os dedos em brasa
Dedilham meu lábio
O tesão arrasa
Brincado sempre hábil
Me faço minha casa
Porque não meu homem, poxa?
Eu pousar sonho entre as coxas
...Quando batuco o dedo
Numa canção única
No sussurro espanto o medo
Inspiro doce música
Quando sou autora do enredo
Meu carnaval só se for
Quando orquestro desordenada a flor
...Minha mão quando garimpa
Vasculhando meu ouro
Nessa aventura ímpar
Descubro meu tesouro
Minha alma forma par
Com meu corpo de menina
Pouso os olhos, orgasmo minha sina
Quando o dedo salta
Batendo em minha porta
Um grito me assalta
Limite de viver e se ver morta
Com um sorriso peralta
Que meu colo me Ardia
Roubo-me e sequestro-me a ousadia
Os complexos somem
Pro marido uma Sem-vergonha
Me consomem, me consomem
Tudo que eu menina sonha
Não preciso de meu homem
Por isso vezes e mais vezes ouso
Sem desculpas sem licença, gozo
A CAÇULA DO CARIOCA
Bia minha irmã
tem kauê tem Kauã
seus filhos
nos olhos uma dureza
que sou fã
pro disparo um estalo
dois Gatilhos
De zulu em zulu
tem zweli e zweli
filhos que exalam
sorriso nu
poema que me zele
Sobrinhos meninos
versos em mim mina
ela menina-mulher
pela força do destino
mais mulher que menina
mais no fundo do olhar
é menina que atino
Bia é triste e não tem
o que tem, tem de bela
o que mais tem, e tem raiva
e o que tem, tem de harmonia
que mais tem, tem de fria e tem
tem sorriso e o que tem, tem sofrida
e tem, tem verdade e o que mais tem
ta nos olhos e eu sou fã
Bia é blues é funk e meia samba
quietude de uma rosa na manhã
Poesia silenciosa de um bamba
Seus hominhos kauê e Kauã
Outro homem fácil
O difícil um mano
Que respeito como companheiro
Que converse como amigo
Que ame sempre sorrino
Que tenha responsa de homem
E namore como menino
Bia quase madura
Menina minha irmã
Nasce poesia onde o
Desencanto some
Encantada essa mulher
Nessa terra de bicho homem
Para Sueide Kintê
se encontra-la só diga que amo......
Se encontra-la
Diz pra ela
Que a saudade quase mata
E diz-lhe numa carta
Ou nas brechas do teu sonho
Que eu desejo encontra-la
E nas brechas do vestido
O meu coração medonho
A quer em minha prosa
Transmita o eterno beijo
E um buquê de rosa
Porque o espinho
Me acalenta
Quando atenta
E a dor que instiga
Minha amiga
Diz sem sufoca-la
Dança em meu viver magro
Essa falta dela
Me açoitando feito afago
Fala sem assusta-la
Diz até debochando
Enforcando sua pena
-o coraçãozinho do seu patrício
Brilha solitário nas margens do precipício
E o seu corpo a corpo
É com os copos que se topa
Até a alma afoga-la
Conta essas coisas
Brincando o quanto possa
Pra não perturbá-la
To machucado com a ausência
Sofro quando tudo silencia
Saudade do que adoça
Namorando sem licença
E em mim negricia
Mais sem chateá-la
Informe do meu choro
Que grito pelos olhos
Diga com sorriso na tua face
Só pra não preocupa-la
Não quero incomoda-la
Já beiro a insanidade
Acreditando que não presto
A senhora inspiração
Que eu persigo e molesto
Não me acha no anseio
No céu de meu devaneio
Mais se encontra-la
Diz com uma certeza
E com máximo de verdade
Que eu temo em perdê-la
Diz com a poesia
Beirando os quentes olhos
Que desesperado eu aguardo
Para ama-la
Eu-mulher/ Eu-homem
Lendo um poema que acho muito bonito da Conceição Evaristo, irmã que tem uma longa trajetória e belíssima obra dentro da literatura, entre poemas, contos romances. De supetão me deparei com um de seus lindos poemas o Eu-mulher no qual nasceu uma idéia na cachola e escrevi um. Vai ai escrito o dela e na seqüencia o meu é nós
Conceição Evaristo Eu-mulher.
Uma gota de leite
Me escorre entre os seios
Uma mancha de sangue
Me enfeita entre as pernas
Meia palavra mordida
Me foge a boca.
Vago desejos
insinuam esperanças.
Eu-mulher em rios vermelhos
Inauguro a vida
em baixa voz
violento os tímpa
nos do mundo
Antevejo
Antecipo
Antes-vivo
Antes-agora-o que há de vir
Eu fêmea-matriz
Eu força-motriz
Eu-mulher
Abrigo da semente
moto-contínuo
do mundo
Eu- Homem
Para Conceição Evaristo
Um sangue pisado
Me mastiga o lábio
Pólvora incandescente
Me colore a mão
No peito firma uma guia de Xangô
Um verso de samba
Dança em meus olhos
E no sonho calado
Um ar de querência
Eu-homem murmúrios de choro
A incomodar o mundo
A insistência de se ver
Pelo ferir a vida a sorte
A morte e o prazer
E ser ver no que a de vir
Um sorriso coagulado na alma
Uma saudade suando no rosto
E a fragilidade trancada na face
Pra continuar ser eu-homem
E se ver a vir ao mundo
Me mastiga o lábio
Pólvora incandescente
Me colore a mão
No peito firma uma guia de Xangô
Um verso de samba
Dança em meus olhos
E no sonho calado
Um ar de querência
Eu-homem murmúrios de choro
A incomodar o mundo
A insistência de se ver
Pelo ferir a vida a sorte
A morte e o prazer
E ser ver no que a de vir
Um sorriso coagulado na alma
Uma saudade suando no rosto
E a fragilidade trancada na face
Pra continuar ser eu-homem
E se ver a vir ao mundo
GOL ANULADO/GOL CONTRA
Pela mô, quando ouvi esse samba, assim na voz de Elis Regina, assim não, mais em um álbum Luz das estrelas dela mesma, já me apeguei na poesia do samba. Eu aqui pesquisando umas coisas, me lembrei da musica e fui ver se tinha no youtube e me deparei com essa belezura de espetáculo: um piano swingado vindo na cadencia gostosa da voz de Elis Regina. A banda um time de primeira tocando fácil e gostosamente à bola (samba). Uns dias desse eu envolvido na batucada da vida. Me deparei com uns malandros bons, ali no Paraisópolis. Uns nego-veio sangue bom, cantarolamos uns sambas na beirada do campo da Portuguesinha, enredamos Gol Anulado( João Bosco e Aldir Blanc) batucando na caixa de fósforo e em um surdo sentido, o coro sofrido do instrumento marcava vários carnavais. Vi lagrimas nas ilhas dos meninos-homens, Quando você gritou mengo... Louco o poder da musica como batuca no peito, muito mais o poder das palavras entrosadas e cheias de ritmos por si só. Deixo na humilde uns versos também tirando onda com as palavras, inspirado nesse samba. É nois
Gol Contra
aqui meu eu se apronta
e no jogo bom da vida
meu coração essa bola sofrida
o seu coração encontra
em mulher!!! essas marés
tuas marés que me afronta
ao invés
ao invés de vim de encontro
joga contra
e com você, eu conto
no jogo bom que monta
o inimigo não aplaude
se o coração aponta
um jogo bom sem fraude
mais mulher, o mulher
nosso jogo não alavanca
e se alavanca é sem fé
meu meio campo não desponta
seu joguinho sujo de retranca
seu joguinho sujo pela ponta
seu jogo sujo
que quanto mais marca
mais dele eu fujo
se não quebra minhas perna e desmonta
no um dois eu e você
e com você meu eu conta
se meu eu, o seu perder
é pior que um gol inimigo
é um gol contra
O Poeta
- Akins Kinte
- Akins Kintê operário da vida diária, nos momentos vagos delicia, briga e enamora as palavras.
Várzea - A Bola Rolada
Lançamento InCorPoros-Nuances de Libido
Quem nos Curte!
Mais Lidos
-
se encontra-la só diga que amo...... Se encontra-la Diz pra ela Que a saudade quase mata E diz-lhe numa carta Ou nas brechas do teu so...
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P/ Hamilton Borges Wale Salve pai No meu ver E meu ver longe vai És madeira de lei E madeira de lei não cai E és madeira Que inspira ...
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