Akins Kintê Contra a Redução da Maioridade Penal
De imediato a solução de Prender ou da Pena de Morte está sendo executada. Os adolescentes que vocês chamam de "bandidos menores" estão cumprindo a medida sócio educativa, que a gente sabe que são prisões onde não fica apenas três meses são “condenados de seis meses a três anos” ás U.I e a violência contra os adolescentes anda solta nas fundações CASA, desde solitária, socos, pontapés, pauladas, alimentação "bagunçada",violência psicológica onde se tem a táticas de torturas de andar de "pote baixo" mãos pra trás, não chama-los pelo nome, lembrando algumas dessas táticas época de escravidão pondo na cabeça do africano que ele não era gente apenas coisa e matando assim toda sua identidade de ser humano. A Pena de Morte é diária já se perdeu a conta de quantos jovens foram assassinados, pessoas próximas a gente, artistas comprometidos denunciando a podridão da desigualdade brasileira. Estudantes, garotos que tiveram passagem por Fundação Casa, Jovens assassinados e na sua maioria negros. Minha preocupação é a imprensa burguesa trabalhando certinho na mente dos nossos. Os mesmos que apoiam a redução da maioridade penal são os mesmos que trazem as armas que dão a cachaça que financiam o crack, que diz pra esse jovem que ele tem que TER, tem que VESTIR, tem que PILOTAR, tem que FUDER. Se não ele não é ninguém. Ninguém. Os que financiam essas leis de exclusão do jovens na sociedade são os mesmos patrões do mesmo Brasil que escravizou seus antepassados, assassinaram os Índios, produziram a miséria, abrem suas grandes empresas lucrativas e assalariam uma massa com uma merreca absurda que o trabalhador tem que se desdobrar nos noventa para sobreviver. A maioridade penal é um plano de vingança sujo da população rica.
Zeca o Poeta da Casa Verde
Auto-Retrato
Mulekote matuto
InCorPoros- Por Jéssica Balbino
Mais sobre o trabalho no blog: http://akinskinte.blogspot.com
De VoLtA E SeM RiSo
Sexta-feira fim de tarde, o sol escaldante o prenúncio de uma noite daquelas... Às vésperas de carnaval, meu semblante sério o peito frio o corpo rijo sem jeito pra festa. Na sincera meio perdido de entender o que esse país quer com os pretos! Toda hora eclodindo um caso de racismo, toda hora um pilantra testando nosso psicológico, com suas conversas medíocres empunhando na nossa cara um crime que não temos nada a ver. Ainda se tivemos sorte e fomos sentenciados, outros condenados a morte foram triturados nas caladas de noite, nos açoites eternos ou até mesmo esganados na frente de suas famílias. Tudo na mais perfeita branca ordem.
Minha cabeça encucada com uma fita, tava no trampo quando recebi a noticia de que um menino, dez anos de idade, foi acusado de furto no Hipermercado Extra da Marginal do Tietê levado pelos seguranças a uma sala reservada e esculachado com palavras baixas ameaçado de violência. Porra essa fita roubou minha brisa. Se eu conheço esse procedimento? Sim. Se já passei por essas? Sim. Conhecemos a historia de cor e salteado. Me diga aí se tô errado. A família do menino vai entra com uma ação civil por danos morais contra o Extra. Isso vai virar dias e meses e anos. O Grupo Pão de Açúcar, que é proprietário da marca Extra vai negar esse racismo descarado até a última idéia. E vai ficar assim: um pai “cabisbaixo, desolado”. Um menino “mentiroso, meio pá consigo mesmo”. Uns seguranças heróis. E uma quadrilha fortíssima O Grupo Pão de Açúcar “deuses”, pois eles são líderes no segmento varejista do Brasil, empregam um monte de gente e tal. Se for ver, um monstro... Quem prova que uns caras desses são racistas?
Desde mulequezinho já me liguei que a luta negra é a luta mais solitária que tem! Quem soma com os pretos numa situação dessas, se não for nós por nós mesmos? Hoje ainda mais que a discussão é social, é periférica, de favela é tudo menos preta. Aí nossa luta é mais solitária ainda. Porque os cara continua perseguindo. Daria laudas e laudas aqui de jovens assassinados, mães de família humilhadas, crianças com seus direitos “direto e reto” violados. Aqui com minha lente ótica de curta distancia não consigo mais espera por uma democracia racial! Nem vejo nem acredito em uma guerra. Mas o genocídio todo dia bate na minha cara não dá pra fingir que não vejo.
Queria dizer por aqui pra todas as pessoas que se dizem seres humanos se manifestarem contra esse e todos os tipos de racismo, preconceitos e tal. Mas, na moral, venho por meio desta dizer que se no dia de amanhã eu dizer um poema ou pesquisar um trabalho áudio visual em cima dessa questão. Façavor não venham dizer que é racismo às avessas, que é complexo de inferioridade ou que é mania de perseguição. Porque com nós já é sem problema, nasci problemático. Sem pedir licença e sem perdi perdão que abaixe o racismo. Não estou esmolando estou exigindo Akins Kinte- Mulekote MatutoO Poeta
- Akins Kinte
- Akins Kintê operário da vida diária, nos momentos vagos delicia, briga e enamora as palavras.
Várzea - A Bola Rolada
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