Na Humildade sem Maldade

Dia 03 de dezembro, Akins Kinte no Revolução Poética
Não perca, essa será nossa atividade de encerramento de ano. Com muita animação, sorteio de livros e muita cultura.
Onde?
Aqui no "Negro", o quartel general da arte revolucinária de Itaquera e região.
Abraço
ENC0NTRO DE MC'S

CORAÇÕES EM PUNGA- bonito e sincero momento
Ainda to meio pá com o momento. Tentando entender qual que é do nosso trabalho. Sei na sinceridade que é isso que mais gosto de fazer: Recitar poesias, seja la onde for/ canto/quarto/ quintos- ou qualquer cômodo da vida. A junção Ritmo, Dança e poesia me chapou. To bebericando desse momento até agora. Companheiros e Companheiras muito bom colar com vocês Elizandra, Daniel, Nego Jó, Ana Paula. É nóis qualquer situação.







Corações em Punga - Dia 29/03 (terça-feira), 19h30

Gostaríamos que fosse nossa (o) convidada (o) para o recital Corações em Punga que será realizado no dia 29 de março de 2011, a partir das 19h30 no Espaço Cultural Periferia no Centro, localizado na Ação Educativa na Rua General Jardim, 660.
Esta atividade consiste em uma apresentação de poesias, dança e percussão com Akins Kinte, Ana Paula Gomes, Daniel Alves, Elizandra Souza e Nego Jo. A primeira edição aconteceu em 2007 na Liga dos Mc’s em São Paulo, mas em outro formato.
Nesta nova etapa, à convite do Ponto de Cultura da Ação Educativa, comemora os quatro anos do livro de poemas Punga, publicado pela Edições Toró em 2007 e uma demonstração de textos inéditos interagindo com a dança e a percussão de três integrantes do Ballet Afro Koteban, grupo criado em 2004 e formado por músicos e dançarinas que pesquisam a música e dança do povo Mandingue do Oeste Africano.
Punga é um convite para entrar na roda, espero que você possa trazer a sua energia e o seu axé.
Abraços poéticos
Elizandra Souza, Akins Kinte, Ana Paula Gomes, Daniel Alves e Nego Jo.
Escritas negras

Depois de arrancado de áfrica, uma das formas de prisão dentre tantas, foi através da linguagem, tomando pelo dicionário que linguagem é qualquer e todo sistema de signo que serve de meio de comunicação de idéias ou sentimentos através de signos convencionados, sonoros, gráficos, gestuais etc. Nos prenderam, nos afastaram de tudo que é nosso. Com o a fim de tirar o que mais de humano existe em nós. E nos tempos de escravidão não foi diferente tentaram de todo jeito surrupiar nossa auto-estima. Por lei era proibido a negros o aprendizado de leitura e escritas e vários irmãos morreram ou foram levado ao tronco porque se aventurou a aprende a ler e escrever.
Em paralelo esse universo de crimes horrendo que o homem branco cometeu, quero traçar a importância da literatura oral, muito presente no povo africano antes da invasão do homem branco em áfrica até os dias atuais. Em varias culturas tradicionais africanas o contador de historia é um mestre iniciador de crianças, jovens e até adulto. Em época de solidão durante os trezentos e muitos anos de escravidão o correio nagô esteve muito presente entre os negros para tramar levantes, recados amorosos de uma senzala a outra e varias informações rolando a surdina do senhor de escravo. Nos tempos atuais através das rodas de samba do rap e os versos que batucam nos corpos negros.
Nos meados do século XVIII os documentos já registravam negros insurretos fugindo de toda forma do sistema de escravidão. Assinando sua própria carta de alforria com o aprendizado, mesmo que custando a vida, da leitura e escrita. Vários irmãos abolicionistas autodidatas insurgiram teus sonhos de liberdade através das palavras escritas e falada. Na década de trinta ainda. O movimento da Frente Negra Brasileira fundada em 1931, em 1933 lançaram o jornal A Voz da Raça importante instrumento de informação e enfrentamento do racismo.
Quando em minha infância e adolescência passei assombrando pelos livros didáticos e outros textos tidos como clássico da literatura. Amarguei dolorosas experiências, carregando um mal-estar nas linhas alvas dos versos, contos e romances. Hoje entendo esses textos mais com um instrumento de tortura, pois quando essa literatura não contava em suas linhas a experiência negra, ela mostrava de uma forma estereotipada tudo que dizia respeito ao negro de uma forma negativa.
Quando delicio meu coração e a menina dos meus olhos na leitura de um livro tido como literatura negra. Acredito eu, que os irmãos quando criam seus textos relacionado a experiência negra e trazem esse estigma de LITERATURA NEGRA, não estão querendo ser racista, mais sim se ver inserido dentro dessa magia que é a leitura e a escrita. Os poemas, contos e romances vem em uma ginga sabia e africana dizendo que não! Não somos esse estereótipo que seus textos ruins nos desenham! E se enegrecem as paginas tão alva e dão vida colorindo os livros, é por acreditar que esse esforço de arrancar o ser - humano que existe em nós, foi em vão. E essa escrita negra é uma faca onde brilham seus dois gumes, abrindo a ferida inflamada exposta em nossa face e desenhando cuidadosamente a liberdade. E o lume da justiça brilha também ferindo a santa paz de quem construiu impérios em nosso lombo
Axé
Escritores Negros

Amanhã dia 10/07 inicia o projeto Escritos negros do Coletivo Literatura suburbana com o escritor Marcio Barbosa do Quilombhoje. Pessoalmente tenho uma admiração e um respeito muito grande por esse mano. Li e reli vários poemas e contos que o irmão publicou nos cadernos negros. e vários textos ainda moram na minha mente. No cadernos negros 7 O Poema
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- Akins Kintê operário da vida diária, nos momentos vagos delicia, briga e enamora as palavras.
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